Dahomey de Mati Diop esta terça, com o Lucky Star – Cineclube de Braga
O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de setembro e outubro ao tema lançado pelos Encontros da Imagem. Intitulado “Territórios do Real e do Imaginário: O Cinema como Comunidade Imaginada”.
O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de setembro e outubro ao tema lançado pelos Encontros da Imagem. Intitulado “Territórios do Real e do Imaginário: O Cinema como Comunidade Imaginada”.
O ciclo contempla oito filmes, cujas exibições acontecem às terças-feiras, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30. O tema deste ano foca-se na “comunidade imaginada”, mas sob uma pers-pectiva não antropocêntrica, abraçando outras cosmologias culturais e alargando-se a outros seres sencientes e não sencientes.
Na próxima terça-feira, o ciclo continua com “Dahomey” (2024), da franco-senegalesa Mati Diop. Os seus filmes focam-se na relação entre França e Senegal e os temas centrais são a migração e o colonialismo. Em 2019, estreou a sua primeira longa-metragem, “Atlantique”, que recebeu o Grande Prémio do Festival de Cannes. “Dahomey” é o seu primeiro documentário de longa-metragem.
“Dahomey” retrata a restituição, em 2021, de 26 objectos pertencentes ao antigo Reino de Daomé, sa-queados pelas tropas coloniais francesas em 1892. As peças encontravam-se no Musée du Quai Branly, em Paris, e regressaram ao actual Benim, onde foram apresentadas ao público numa exposição temporária em 2022. O filme acompanha este processo, mas desloca o centro da questão da simples devolução para as implicações históricas e políticas da própria restituição.
A discussão ganha uma dimensão particular quando chega à Universidade de Abomey-Calavi, onde estudantes beninenses debatem o significado do regresso dos objectos e o seu lugar numa sociedade que viveu décadas sem esse património cultural, levando Diop a questionar quem tem o direito de contar a história, conservar os objectos e definir a sua representação. O filme recorre ainda ao fantástico, dando voz a uma das peças através de um texto do escritor haitiano Makenzy Orcel.
“Dahomey” estreou na competição da Berlinale, em 2024, onde recebeu o Urso de Ouro, principal dis-tinção do festival. Nesse ano, passou por festivais como Toronto, Nova Iorque, San Sebastián, Londres, Doclisboa e Tóquio, onde recebeu o TIFF Ethical Film Award. Foi também seleccionado para os César de 2025 na categoria de Melhor Documentário.
As sessões do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Na próxima terça-feira, o ciclo continua com “Dahomey” (2024), da franco-senegalesa Mati Diop. Os seus filmes focam-se na relação entre França e Senegal e os temas centrais são a migração e o colonialismo. Em 2019, estreou a sua primeira longa-metragem, “Atlantique”, que recebeu o Grande Prémio do Festival de Cannes. “Dahomey” é o seu primeiro documentário de longa-metragem.
“Dahomey” retrata a restituição, em 2021, de 26 objectos pertencentes ao antigo Reino de Daomé, sa-queados pelas tropas coloniais francesas em 1892. As peças encontravam-se no Musée du Quai Branly, em Paris, e regressaram ao actual Benim, onde foram apresentadas ao público numa exposição temporária em 2022. O filme acompanha este processo, mas desloca o centro da questão da simples devolução para as implicações históricas e políticas da própria restituição.
A discussão ganha uma dimensão particular quando chega à Universidade de Abomey-Calavi, onde estudantes beninenses debatem o significado do regresso dos objectos e o seu lugar numa sociedade que viveu décadas sem esse património cultural, levando Diop a questionar quem tem o direito de contar a história, conservar os objectos e definir a sua representação. O filme recorre ainda ao fantástico, dando voz a uma das peças através de um texto do escritor haitiano Makenzy Orcel.
“Dahomey” estreou na competição da Berlinale, em 2024, onde recebeu o Urso de Ouro, principal dis-tinção do festival. Nesse ano, passou por festivais como Toronto, Nova Iorque, San Sebastián, Londres, Doclisboa e Tóquio, onde recebeu o TIFF Ethical Film Award. Foi também seleccionado para os César de 2025 na categoria de Melhor Documentário.
As sessões do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Até terça-feira!

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