Para honrar a liberdade durante o mês de Abril, o Lucky Star – Cineclube de Braga programou quatro longas-metragens “Contra a Banalidade do Mal”, cujo título do ciclo é alusivo à obra Eichmann em Jerusalém: Um Relato sobre a Banalidade do Mal (1963) de Hannah Arendt.
Os filmes seleccionados denunciam os horrores e as consequências do autoritarismo e da guerra. Revisitando a História através do cinema, o ciclo pretende afirmar-se contra a hiper-normalização da violência e da apatia. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30.
Na próxima terça-feira, o ciclo continua com o filme “Europa Europa” (1990), também conhecido por “Filhos da Guerra”, da realizadora polaca Agnieszka Holland. Baseado na autobiografia de Solomon Perel, o filme acompanha a história de um jovem judeu alemão que, durante a Segunda Guerra Mundial, sobrevive ocultando a sua identidade. Após sucessivas deslocações, acaba por integrar instituições do regime nazi, incluindo a Juventude Hitlerista, vivendo sob constante risco de exposição. O protagonista é interpretado por Marco Hofschneider.
Sendo uma coprodução europeia, o filme destacou-se pela forma como aborda a identidade, a sobrevivência e a ambiguidade moral em contexto de guerra. Destaca-se o facto de a narrativa assentar num testemunho real particularmente invulgar, marcado por situações limite e decisões de adaptação contínua.
Na próxima terça-feira, o ciclo continua com o filme “Europa Europa” (1990), também conhecido por “Filhos da Guerra”, da realizadora polaca Agnieszka Holland. Baseado na autobiografia de Solomon Perel, o filme acompanha a história de um jovem judeu alemão que, durante a Segunda Guerra Mundial, sobrevive ocultando a sua identidade. Após sucessivas deslocações, acaba por integrar instituições do regime nazi, incluindo a Juventude Hitlerista, vivendo sob constante risco de exposição. O protagonista é interpretado por Marco Hofschneider.
Sendo uma coprodução europeia, o filme destacou-se pela forma como aborda a identidade, a sobrevivência e a ambiguidade moral em contexto de guerra. Destaca-se o facto de a narrativa assentar num testemunho real particularmente invulgar, marcado por situações limite e decisões de adaptação contínua.
A recepção crítica foi amplamente positiva, que valorizou a capacidade do filme em conjugar diferentes tons narrativos. Europa Europa recebeu o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e foi nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Adaptado. Foi ainda distinguido como o Melhor Filme Estrangeiro por prestigiadas associações de crítica, como o National Board of Review e o New York Film Critics Circle, consolidando o seu impacto no circuito internacional.
Agnieszka Holland desenvolveu um percurso marcado por uma forte ligação a temas históricos e políticos, trabalhando entre a Europa e os Estados Unidos. Entre as suas obras mais reconhecidas destacam-se Amarga Colheita (1985), também nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, Na Escuridão (2011), e Mr. Jones (2019), centrado na cobertura jornalística da fome na Ucrânia.
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Até terça!

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