“O Ovo da Serpente” de Bergman, esta terça no Lucky Star – Cineclube de Braga
Para honrar a liberdade durante o mês de Abril, o Lucky Star – Cineclube de Braga programou quatro longas-metragens “Contra a Banalidade do Mal”, cujo título do ciclo é alusivo à obra Eichmann em Jerusalém: Um Relato sobre a Banalidade do Mal (1963) de Hannah Arendt.
Os filmes seleccionados denunciam os horrores e as consequências do autoritarismo e da guerra. Revisitando a História através do cinema, o ciclo pretende afirmar-se contra a hiper-normalização da violência e da apatia. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30.
Na próxima terça-feira, o ciclo abre com o filme O Ovo da Serpente (1977) de Ingmar Bergman. Produzido durante o período em que o realizador se encontrava fora da Suécia, o filme decorre na Berlim de 1923, num contexto de crise económica e instabilidade política. Através da figura de Abel Rosenberg, um judeu estrangeiro progressivamente isolado, o filme evidencia um contexto de crise, desagregação social e vulnerabilidade que antecipa formas de exclusão e desumanização mais tarde institucionalizadas pelo regime Nazi.
A narrativa centra-se em Abel Rosenberg, interpretado por David Carradine, um artista judeu-americano que permanece na cidade após a morte do irmão. A personagem estabelece uma relação com Manuela, interpretada por Liv Ullmann, num enredo que acompanha a progressiva deterioração das suas condições de vida. Desesperado por sobreviver na cidade ainda devastada pela guerra, Abel aceita um emprego na clínica do professor Veregus. Aí, descobre a terrível verdade por detrás do trabalho do professor, estranhamente benevolente, e desvenda o mistério arrepiante que levou o seu irmão ao suicídio.
O elenco inclui ainda Gert Fröbe e Heinz Bennent. Rodado em língua inglesa e com financiamento internacional, distingue-se no conjunto da obra de Bergman pelo contexto de produção e pela aborda-gem histórica directa. O Ovo da Serpente integrou a seleção oficial em competição no Festival de Cannes, em 1977. A receção crítica à época foi desigual, tendo o filme vindo a ser posteriormente reavaliado no contexto da filmografia do realizador.
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Na próxima terça-feira, o ciclo abre com o filme O Ovo da Serpente (1977) de Ingmar Bergman. Produzido durante o período em que o realizador se encontrava fora da Suécia, o filme decorre na Berlim de 1923, num contexto de crise económica e instabilidade política. Através da figura de Abel Rosenberg, um judeu estrangeiro progressivamente isolado, o filme evidencia um contexto de crise, desagregação social e vulnerabilidade que antecipa formas de exclusão e desumanização mais tarde institucionalizadas pelo regime Nazi.
A narrativa centra-se em Abel Rosenberg, interpretado por David Carradine, um artista judeu-americano que permanece na cidade após a morte do irmão. A personagem estabelece uma relação com Manuela, interpretada por Liv Ullmann, num enredo que acompanha a progressiva deterioração das suas condições de vida. Desesperado por sobreviver na cidade ainda devastada pela guerra, Abel aceita um emprego na clínica do professor Veregus. Aí, descobre a terrível verdade por detrás do trabalho do professor, estranhamente benevolente, e desvenda o mistério arrepiante que levou o seu irmão ao suicídio.
O elenco inclui ainda Gert Fröbe e Heinz Bennent. Rodado em língua inglesa e com financiamento internacional, distingue-se no conjunto da obra de Bergman pelo contexto de produção e pela aborda-gem histórica directa. O Ovo da Serpente integrou a seleção oficial em competição no Festival de Cannes, em 1977. A receção crítica à época foi desigual, tendo o filme vindo a ser posteriormente reavaliado no contexto da filmografia do realizador.
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Até terça!






