LUCKY STAR - Cineclube de Braga
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
FORDLÂNDIA PANACEA (2025) de Susana Sousa Dias e CANTOS DA METAMORFOSE (2024) de Ainá Xisto
domingo, 4 de outubro de 2026
471 ª e 472ª sessão: dia 5 e 6 de Outubro (segunda e terça-feira), às 21h30
O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de outubro ao tema lançado pelos Encontros da Imagem. intitulado “Territórios do Real e do Imaginário: O Cinema como Comunidade Imaginada”.
Susana de Sousa Dias tem desenvolvido uma obra atenta às relações entre memória, violência política e representação, tal como: “Natureza Morta” (2005), “48” (2009), “Luz Obscura” (2017), e “Viagem ao Sol” (2021). “Fordlândia Panacea” retoma o território amazónico e os temas abordados em “Fordlândia Malaise”. Desta vez, a realizadora retrata o presente de uma localidade, equivocadamente tida como cidade-fantasma, que continua habitada e onde permanecem vestígios da cidade-industrial criada por Henry Ford, em 1928, para a produção de borracha.
O filme recusa essas designações para revelar um território habitado, onde permanecem as marcas do capitalismo e do extractivismo, mas também formas de resistência e de relação com a terra. “Fordlândia Panacea” teve estreia mundial no IDFA, em Amesterdão, e integrou posteriormente festivais como o IndieLisboa.
A sessão é acompanhada por “Cantos da Metamorfose ou Aquela Vez Em Que Eu Encarnei Como Boto”, de Ainá Xisto. Filmada em 16mm, a curta experimental expõe, através de paisagens naturais, uma narrativa mítica e uma dimensão mais-que-humana, o abuso sexual e o trauma. Estreou no Ann Arbor Film Festival, passou ainda pelo Cinéma du Réel, Curtas Vila do Conde, FIDBA e Festival dei Popoli, entre outros.
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dahomey (2024) de Mati Diop
domingo, 27 de setembro de 2026
470 ª sessão: dia 29 de Setembro (terça-feira), às 21h30
O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de setembro e outubro ao tema lançado pelos Encontros da Imagem. Intitulado “Territórios do Real e do Imaginário: O Cinema como Comunidade Imaginada”.
Na próxima terça-feira, o ciclo continua com “Dahomey” (2024), da franco-senegalesa Mati Diop. Os seus filmes focam-se na relação entre França e Senegal e os temas centrais são a migração e o colonialismo. Em 2019, estreou a sua primeira longa-metragem, “Atlantique”, que recebeu o Grande Prémio do Festival de Cannes. “Dahomey” é o seu primeiro documentário de longa-metragem.
“Dahomey” retrata a restituição, em 2021, de 26 objectos pertencentes ao antigo Reino de Daomé, sa-queados pelas tropas coloniais francesas em 1892. As peças encontravam-se no Musée du Quai Branly, em Paris, e regressaram ao actual Benim, onde foram apresentadas ao público numa exposição temporária em 2022. O filme acompanha este processo, mas desloca o centro da questão da simples devolução para as implicações históricas e políticas da própria restituição.
A discussão ganha uma dimensão particular quando chega à Universidade de Abomey-Calavi, onde estudantes beninenses debatem o significado do regresso dos objectos e o seu lugar numa sociedade que viveu décadas sem esse património cultural, levando Diop a questionar quem tem o direito de contar a história, conservar os objectos e definir a sua representação. O filme recorre ainda ao fantástico, dando voz a uma das peças através de um texto do escritor haitiano Makenzy Orcel.
“Dahomey” estreou na competição da Berlinale, em 2024, onde recebeu o Urso de Ouro, principal dis-tinção do festival. Nesse ano, passou por festivais como Toronto, Nova Iorque, San Sebastián, Londres, Doclisboa e Tóquio, onde recebeu o TIFF Ethical Film Award. Foi também seleccionado para os César de 2025 na categoria de Melhor Documentário.
As sessões do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sans Soleil (1983) de Chris Marker
terça-feira, 22 de setembro de 2026
TERRITÓRIOS DO REAL E DO IMAGINÁRIO: O Cinema como Comunidade Imaginada
Anderson, B. (2008). Comunidades imaginadas: Reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo (D. Bottman, Trad.). Companhia das Letras. (Obra original publicada em 1983)
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida (P. Dentzien, Trad.). Zahar. (Obra original publicada em 2000)
Césaire, A. (1978). Discurso sobre o colonialismo (N. de Sousa, Trad.; Prefácio de M. de Andrade). Livraria Sá da Costa Editora. (Obra original publicada em 1955)
Césaire, A. (1986). Lost body (Corps perdu) (C. Eshleman & A. Smith, Trad.; P. Picasso, Illus.). George Braziller, Inc. (Obra original publicada 1950)
Deleuze, G. (2005). A imagem-tempo: Cinema 2 (E. de A. Ribeiro, Trad.; R. J. Ribeiro, Rev. filosófica). Brasiliense. (Obra original publicada em 1985)
Haraway, D. J. (2016). Staying with the trouble: Making kin in the Chthulucene. Duke University Press
domingo, 20 de setembro de 2026
469 ª sessão: dia 22 de Setembro (terça-feira), às 21h30
O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de setembro e outubro ao tema lançado pelos Encontros da Imagem. Intitulado “Territórios do Real e do Imaginário: O Cinema como Comunidade Imaginada”; o ciclo contempla oito filmes, cujas exibições acontecem às terças-feiras, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30. O tema deste ano foca-se na “comunidade imaginada”, mas sob uma perspectiva não antropocêntrica, abraçando outras cosmologias culturais e alargando-se a outros seres sencientes e não sencientes.
Hoje, o ciclo arranca com “Sans Soleil” (1983), de Chris Marker, uma das obras fundamentais do cinema-ensaio. Esta sessão tem o apoio da Alliance Française Guimarães/Braga.
“Sans Soleil” percorre geografias como o Japão, Europa, Estados Unidos e África Ocidental e inclui filmagens clandestinas de Sarah Maldoror da Guiné-Bissau (1974), durante a independência contra Portugal, material destinado a um filme sobre Amílcar Cabral.
Apresentado no Festival Internacional de Cinema de Berlim, no Fórum do Novo Cinema, Sans Soleil recebeu uma menção honrosa do Prémio OCIC, sendo ainda distinguido, no mesmo ano, com o Sutherland Trophy do British Film Institute e o Prémio da Crítica Internacional no Festival de Cinema de Londres.
As sessões do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.






