domingo, 4 de outubro de 2026

471 ª e 472ª sessão: dia 5 e 6 de Outubro (segunda e terça-feira), às 21h30



Em outubro, o Lucky Star junta-se aos Encontros da Imagem e continua Fora de Portas

O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de outubro ao tema lançado pelos Encontros da Imagem. intitulado “Territórios do Real e do Imaginário: O Cinema como Comunidade Imaginada”.
 
O ciclo contempla oito filmes, cujas exibições acontecem semanalmente, às terças-feiras, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30. O tema deste ano foca-se na “comunidade imaginada”, mas sob uma perspectiva pós-humana e não antropocêntrica, abraçando outras cosmologias culturais e alargando-se a outros seres sencientes e não sencientes.
 
O ciclo Fora de Portas 2026 regressa em outubro com duas sessões de cinema ao ar livre em Braga, às 21h30. A primeira acontece na segunda-feira, 5 de outubro, com “Tu, Que Vives” (2007), de Roy Andersson, no Bairro das Parretas. A segunda será no sábado, 17 de outubro, com a projecção de “Undine” (2020), de Christian Petzold,  na Praça das Fontainhas, junto à icónica Fonte do Mundo.
 
Hoje, o ciclo continua com “Fordlândia Panacea” (2025), de Susana de Sousa Dias, e a curta-metragem “Cantos da Metamorfose ou Aquela Vez Em Que Eu Encarnei Como Boto” (2024), de Ainá Xisto. Pro-duzidos entre Portugal e Brasil, os dois filmes partem da Amazónia para reenquadrar a memória, a na-tureza e os modos de vida que escapam às lógicas dominantes de exploração e representação.

Susana de Sousa Dias tem desenvolvido uma obra atenta às relações entre memória, violência política e representação, tal como: “Natureza Morta” (2005), “48” (2009), “Luz Obscura” (2017), e “Viagem ao Sol” (2021). “Fordlândia Panacea” retoma o território amazónico e os temas abordados em “Fordlândia Malaise”. Desta vez, a realizadora retrata o presente de uma localidade, equivocadamente tida como cidade-fantasma, que continua habitada e onde permanecem vestígios da cidade-industrial criada por Henry Ford, em 1928, para a produção de borracha.

O filme recusa essas designações para revelar um território habitado, onde permanecem as marcas do capitalismo e do extractivismo, mas também formas de resistência e de relação com a terra. “Fordlândia Panacea” teve estreia mundial no IDFA, em Amesterdão, e integrou posteriormente festivais como o IndieLisboa.

A sessão é acompanhada por “Cantos da Metamorfose ou Aquela Vez Em Que Eu Encarnei Como Boto”, de Ainá Xisto. Filmada em 16mm, a curta experimental expõe, através de paisagens naturais, uma narrativa mítica e uma dimensão mais-que-humana, o abuso sexual e o trauma. Estreou no Ann Arbor Film Festival, passou ainda pelo Cinéma du Réel, Curtas Vila do Conde, FIDBA e Festival dei Popoli, entre outros.
 
As sessões do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre. O Fora de Portas tem o apoio da Câmara Municipal de Braga e da Faz Cultura. As sessões ocorrem às 21h30 em locais emblemáticos do concelho e a entrada é livre.
 
Até segunda e terça!
 


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