quinta-feira, 9 de novembro de 2023
Le fantôme de la liberté (1974) de Luis Buñuel
sábado, 12 de novembro de 2022
Le Journal d'une femme de chambre (1964) de Luis Buñuel
quinta-feira, 14 de julho de 2022
Cet obscur objet du désir (1977) de Luis Buñuel
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
Un chien andalou (1929) de Luis Buñuel
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Nazarín (1959) de Luis Buñuel
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
Ensayo de un crimen (1955) de Luis Buñuel
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Abismos de pasión (1954) de Luis Buñuel
sexta-feira, 4 de setembro de 2020
El (1953) de Luis Buñuel
quinta-feira, 30 de julho de 2020
El Bruto (1953) de Luis Buñuel
«Há uma relação peculiarmente íntima entre os mexicanos e as suas armas. Um dia vi o realizador Chano Urueta no plateau a realizar uma cena com uma Colt .45 ao cinto.“Nunca se sabe o que é que pode acontecer,” respondeu ele casualmente quando lhe perguntei porque é que precisava de uma arma no estúdio.
Noutra ocasião, quando o sindicato exigiu que a música para Ensayo de un crimen fosse gravada, chegaram trinta músicos ao estúdio num dia muito quente, e quando tiraram os casacos, quase três quartos deles estavam com armas em coldres de ombro.”
O escritor Alfonso Reyes também me contou da altura, no início dos anos 20, em que foi ver Vasconcelos, então Secretário da Educação Pública, para um encontro sobre tradições mexicanas.
“Tirando eu e tu,” disse-lhe Reyes, “toda a gente aqui parece ter uma arma!”
“Fala por ti,” respondeu Vasconcelos calmamente, abrindo o casaco a revelar uma Colt .45.
Este “culto das armas” no México tem incontáveis adeptos, incluindo o grande Diego Rivera, que me lembro de um dia sacar da pistola e apontar indolentemente aos camiões que passavam. Também havia o realizador Emilio “Indio” Fernández, que fez María Candelaria e La perla, e que acabou na prisão por causa do seu vício pela Colt .45. Parece que quando regressou do Festival de Cannes, onde um dos seus filmes tinha vencido o Prémio para Melhor Fotografia, concordou em receber alguns repórteres na quinta dele na Cidade do México. Enquanto eles estavam sentados a falar sobre a cerimónia, Fernández começou de repente a insistir que, na verdade, e em vez do Prémio de Fotografia, tinha sido o Prémio para Melhor Realização. Quando os jornalistas protestaram, Fernández pôs-se de pé num salto e gritou que lhes ia mostrar os papéis para o provar. Assim que deixou a sala, um dos repórteres suspeitou que ele não tinha ido buscar os papéis, mas sim um revólver—e fugiram todos a sete pés assim que Fernández começou a disparar de uma janela do segundo andar. (Um até foi ferido no peito.)
No entanto, a melhor história foi-me contada pelo pintor Siqueiros. Aconteceu perto do final da Revolução Mexicana quando dois oficiais, velhos amigos que tinham estudado juntos na academia militar mas que combateram em lados opostos, descobriram que um deles era prisioneiro e ia ser baleado pelo outro. (Só os oficiais é que eram executados; os soldados normais eram perdoados se concordassem em gritar “Viva” seguido do nome do general vencedor.) À noite, o oficial deixou o prisioneiro sair da cela para poderem beber um copo juntos. Os dois homens abraçaram-se, brindaram, e desataram às lágrimas. Passaram a noite a recordar os velhos tempos e a chorar pelas circunstâncias impiedosas que tinham determinado que um fosse o carrasco do outro.
“Quem é que podia imaginar que um dia te ia ter de matar?” disse um.
“Tens de cumprir o teu dever,” respondeu o outro. “Não há nada que se possa fazer.”
Vencidos pela ironia hedionda da sua situação, ficaram bastante bêbados.
“Ouve, amigo,” disse finalmente o prisioneiro. “Talvez me possas conceder um último desejo? Quero que sejas tu, e apenas tu, o meu carrasco.”
Ainda sentado à mesa, e com os olhos cheios de lágrimas, o oficial vitorioso acenou com a cabeça, sacou da arma, e matou-o no local.»
sexta-feira, 24 de julho de 2020
Una mujer sin amor (1952) de Luis Buñuel
por Alexandra Barros
domingo, 19 de julho de 2020
La hija del engaño (1951) de Luis Buñuel
por Alexandra Barros
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Susana (1951) de Luis Buñuel
por Alexandra Barros
sexta-feira, 3 de julho de 2020
Los Olvidados (1950) de Luis Buñuel
por Alexandra Barros (com contextualização inicial de Alberto Peixoto)












