Nosferatu de F.W. Murnau, esta terça no Lucky Star – Cineclube de Braga
Durante o mês de janeiro, o Lucky Star – Cineclube de Braga começa o Ano Novo com um programa dedicado ao cinema mudo. Neste mês, o ciclo “Expressionismo Alemão” apresenta clássicos do cinema alemão dos anos 20 e 30 do passado século. Como é habitual, as sessões ocorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30.
Esta terça, o ciclo continua com o filme Nosferatu (1922), de F. W. Murnau, cuja trama começa com a viagem do jovem agente imobiliário Hutter à Transilvânia, onde conhece o conde Orlok, uma figura sombria e misteriosa, interpretada por Max Schreck, que levará a morte e a peste à cidade de Wisborg. A actriz Greta Schröder, como Ellen, assume um papel central na resolução da narrativa.
Ao contrário do expressionismo mais estilizado de O Gabinete do Dr. Caligari, Murnau privilegia o uso de paisagens naturais e contrastes de luz e sombra. A encenação assenta sobretudo em planos fixos e composições geométricas que, a par da montagem, constroem um paralelismo psicológico, conferin-do ao filme uma atmosfera poética e fúnebre, onde o terror emerge tanto da figura do monstro como do espaço que o circunda.
Os temas do filme têm sido amplamente debatidos pela historiografia do cinema. Leituras que associ-am Nosferatu a ansiedades do pós-Primeira Guerra Mundial, à experiência da peste ou a medos projectados sobre o “estrangeiro” coexistem com interpretações mais específicas, incluindo alegorias do antissemitismo ou da pandemia de gripe espanhola. Esta pluralidade de leituras confirma a complexi-dade simbólica do filme e do contexto do qual emergiu.
Produzido pela Prana-Film, Nosferatu inspirou-se em Drácula, de Bram Stoker, sem autorização dos herdeiros do escritor, motivando um processo judicial que quase levou à destruição de todas as cópias do filme, mas que sobreviveu graças à circulação clandestina.
Durante o mês de janeiro, o Lucky Star – Cineclube de Braga começa o Ano Novo com um programa dedicado ao cinema mudo. Neste mês, o ciclo “Expressionismo Alemão” apresenta clássicos do cinema alemão dos anos 20 e 30 do passado século. Como é habitual, as sessões ocorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30.
Esta terça, o ciclo continua com o filme Nosferatu (1922), de F. W. Murnau, cuja trama começa com a viagem do jovem agente imobiliário Hutter à Transilvânia, onde conhece o conde Orlok, uma figura sombria e misteriosa, interpretada por Max Schreck, que levará a morte e a peste à cidade de Wisborg. A actriz Greta Schröder, como Ellen, assume um papel central na resolução da narrativa.
Ao contrário do expressionismo mais estilizado de O Gabinete do Dr. Caligari, Murnau privilegia o uso de paisagens naturais e contrastes de luz e sombra. A encenação assenta sobretudo em planos fixos e composições geométricas que, a par da montagem, constroem um paralelismo psicológico, conferin-do ao filme uma atmosfera poética e fúnebre, onde o terror emerge tanto da figura do monstro como do espaço que o circunda.
Os temas do filme têm sido amplamente debatidos pela historiografia do cinema. Leituras que associ-am Nosferatu a ansiedades do pós-Primeira Guerra Mundial, à experiência da peste ou a medos projectados sobre o “estrangeiro” coexistem com interpretações mais específicas, incluindo alegorias do antissemitismo ou da pandemia de gripe espanhola. Esta pluralidade de leituras confirma a complexi-dade simbólica do filme e do contexto do qual emergiu.
Produzido pela Prana-Film, Nosferatu inspirou-se em Drácula, de Bram Stoker, sem autorização dos herdeiros do escritor, motivando um processo judicial que quase levou à destruição de todas as cópias do filme, mas que sobreviveu graças à circulação clandestina.
Embora não seja a primeira utilização não autorizada da figura de Drácula no cinema, é a mais antiga adaptação do romance. A mais antiga conhecida é o filme perdido Drakula halála (1921) ou a Morte de Drácula, realizado pelo húngaro Károly Lajthay, restando apenas vestígios do filme nos registos fotográficos conservados. Nosferatu, hoje, restaurado e amplamente reconhecido, permanece uma referência essencial na história do cinema e uma obra incontornável do imaginário gótico.
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às ter-ças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às ter-ças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Até terça!






