Durante o mês de janeiro, o Lucky Star – Cineclube de Braga começa o ano de 2026 com um programa dedicado ao cinema mudo. Neste mês, o ciclo Expressionismo Alemão apresenta clássicos do cinema alemão dos anos 20 e 30 do século passado. Como é habitual, as sessões ocorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30.
Na próxima terça-feira será exibido o filme M – Matou (M, 1931), de Fritz Lang, uma das obras fundamentais do cinema sonoro e um retrato perturbador da violência e do medo colectivo.
Na próxima terça-feira será exibido o filme M – Matou (M, 1931), de Fritz Lang, uma das obras fundamentais do cinema sonoro e um retrato perturbador da violência e do medo colectivo.
O filme acompanha a perseguição a um assassino de crianças na cidade de Berlim, fenómeno que provoca o pânico na metrópole alemã. Interpretado por Peter Lorre, no seu primeiro grande papel no cinema, o criminoso torna-se o centro de uma narrativa que explora não somente o indivíduo, mas também a reacção da sociedade perante o crime. À medida que a polícia intensifica a vigilância, também o submundo criminal se organiza, revelando um sistema paralelo de controlo e justiça.
M – Matou distingue-se pelo uso inovador do som, num período em que o cinema falado ainda dava os seus primeiros passos. Fritz Lang utiliza o silêncio, os ruídos urbanos e o célebre assobio do assassino, baseado em um motivo de Peer Gynt de Edvard Grieg, como elementos narrativos e psicológicos, conferindo ao filme tensão e suspense (curiosamente, Peter Lorre não sabia assobiar, pelo que a célebre melodia foi assobiada pelo próprio Fritz Lang). O som não é usado como simples acompanhamento da imagem, assume um papel estrutural na dramaturgia do filme, reforçando a sua dimensão de thriller.
Visualmente, o filme herda elementos do expressionismo alemão, nomeadamente no uso de sombras, enquadramentos oblíquos e espaços urbanos opressivos, mas afasta-se da estilização excessiva, aproximando-se de um realismo que perturba e destabiliza. A cidade surge como um organismo vivo, onde o medo se propaga e a fronteira entre justiça e vingança se torna cada vez mais difusa.
Mais do que um filme policial, M – Matou é uma reflexão sobre a responsabilidade colectiva e os mecanismos de exclusão social. A célebre sequência do “julgamento” final confronta o espectador com questões morais que permanecem actuais, tornando o filme numa obra incontornável da história do cinema.
M – Matou distingue-se pelo uso inovador do som, num período em que o cinema falado ainda dava os seus primeiros passos. Fritz Lang utiliza o silêncio, os ruídos urbanos e o célebre assobio do assassino, baseado em um motivo de Peer Gynt de Edvard Grieg, como elementos narrativos e psicológicos, conferindo ao filme tensão e suspense (curiosamente, Peter Lorre não sabia assobiar, pelo que a célebre melodia foi assobiada pelo próprio Fritz Lang). O som não é usado como simples acompanhamento da imagem, assume um papel estrutural na dramaturgia do filme, reforçando a sua dimensão de thriller.
Visualmente, o filme herda elementos do expressionismo alemão, nomeadamente no uso de sombras, enquadramentos oblíquos e espaços urbanos opressivos, mas afasta-se da estilização excessiva, aproximando-se de um realismo que perturba e destabiliza. A cidade surge como um organismo vivo, onde o medo se propaga e a fronteira entre justiça e vingança se torna cada vez mais difusa.
Mais do que um filme policial, M – Matou é uma reflexão sobre a responsabilidade colectiva e os mecanismos de exclusão social. A célebre sequência do “julgamento” final confronta o espectador com questões morais que permanecem actuais, tornando o filme numa obra incontornável da história do cinema.
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Até terça!

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