O Mestre e o Seu Duplo, em junho, no Lucky Star – Cineclube de Braga
No mês de junho, o Lucky Star – Cineclube de Braga, apresenta o ciclo “O Mestre e o Seu duplo”. A programação é constituída por dois documentários que incidem sobre a obra de um cineasta, seguidos pela exibição de um filme do mesmo.
Nesta primeira edição, foram escolhidos Yasujiro Ozu, apresentado por Wim Wenders, e Manoel de Oliveira, visto por João Botelho. Como é habitual, as sessões decorrem às terças-feiras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 21h30.
Nesta terça-feira, o ciclo abre com O documentário Tokyo-Ga (1985), do realizador alemão Wim Wenders. Realizado durante uma viagem a Tóquio, o filme parte da admiração de Wim Wenders pelo cine-ma de Yasujirō Ozu, particularmente por obras como Viagem a Tóquio (1953). Capturando imagens da cidade contemporânea, salas de pachinko, comboios, ruas e centros comerciais, Wenders procura vestígios do Japão filmado por Ozu, confrontando-se simultaneamente com a modernização acelerada e a transformação cultural do país.
Mais do que um documentário convencional, Tokyo-Ga assume a forma de diário de viagem e ensaio cinematográfico, cruzando observação documental, homenagem cinéfila e reflexões pessoais do realizador. O filme inclui ainda encontros com colaboradores próximos de Ozu, como o actor Chishū Ryū e o director de fotografia Yuharu Atsuta, bem como uma breve aparição do realizador Werner Herzog.
Figura central do Novo Cinema Alemão, Wim Wenders desenvolveu uma filmografia notável. Entre os seus filmes mais reconhecidos destacam-se Paris, Texas (1984), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, As Asas do Desejo (1987), Lisbon Story (1994) e o documentário Buena Vista Social Club (1999) e, ainda, Dias Perfeitos (2023).
Ao longo das décadas, Tokyo-Ga tornou-se uma obra de referência do ensaio cinematográfico moderno, sendo frequentemente discutido pela forma como articula cinefilia com o diário de viagem e como reflecte sobre o desaparecimento de certos lugares e dos seus modos de vida. Partindo da homenagem, o filme mostra Tóquio como um lugar de memória cinematográfica e de observação das transformações culturais impulsionadas pelas novas tecnologias e pelo consumismo. Wenders problematiza ainda a própria sobrevivência da sétima arte, sugerindo que a saturação visual da modernidade e a perda da pureza do olhar clássico operam uma espécie de morte ou fim do cinema
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras, às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Mais do que um documentário convencional, Tokyo-Ga assume a forma de diário de viagem e ensaio cinematográfico, cruzando observação documental, homenagem cinéfila e reflexões pessoais do realizador. O filme inclui ainda encontros com colaboradores próximos de Ozu, como o actor Chishū Ryū e o director de fotografia Yuharu Atsuta, bem como uma breve aparição do realizador Werner Herzog.
Figura central do Novo Cinema Alemão, Wim Wenders desenvolveu uma filmografia notável. Entre os seus filmes mais reconhecidos destacam-se Paris, Texas (1984), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, As Asas do Desejo (1987), Lisbon Story (1994) e o documentário Buena Vista Social Club (1999) e, ainda, Dias Perfeitos (2023).
Ao longo das décadas, Tokyo-Ga tornou-se uma obra de referência do ensaio cinematográfico moderno, sendo frequentemente discutido pela forma como articula cinefilia com o diário de viagem e como reflecte sobre o desaparecimento de certos lugares e dos seus modos de vida. Partindo da homenagem, o filme mostra Tóquio como um lugar de memória cinematográfica e de observação das transformações culturais impulsionadas pelas novas tecnologias e pelo consumismo. Wenders problematiza ainda a própria sobrevivência da sétima arte, sugerindo que a saturação visual da modernidade e a perda da pureza do olhar clássico operam uma espécie de morte ou fim do cinema
As sessões regulares do Lucky Star ocorrem no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva às terças-feiras, às 21h30. A entrada custa um euro para estudantes, dois euros para utentes da biblioteca e três euros para o público em geral. Os sócios do cineclube têm entrada livre.
Até terça-feira!

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