“Silvestre” de João César Monteiro, esta segunda com o Lucky Star – Cineclube de Braga no Theatro Circo
O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de agosto a João César Monteiro. Figura central do cinema de autor em Portugal com uma obra marcada pela provocação e por um humor mordaz. Realizador, argumentista e ocasional actor, criou um universo, onde se cruzam referências históricas, literárias, populares, filosóficas e cinematográficas. As sessões deste ciclo ocorrem às segundas-feiras durante o mês de agosto, no Theatro Circo, às 21h30.
O Lucky Star – Cineclube de Braga dedica o mês de agosto a João César Monteiro. Figura central do cinema de autor em Portugal com uma obra marcada pela provocação e por um humor mordaz. Realizador, argumentista e ocasional actor, criou um universo, onde se cruzam referências históricas, literárias, populares, filosóficas e cinematográficas. As sessões deste ciclo ocorrem às segundas-feiras durante o mês de agosto, no Theatro Circo, às 21h30.
Hoje, o ciclo prossegue com “Silvestre” (1981). O filme baseia-se em dois romances tradicionais por-tugueses para recuperar o universo dos contos populares, cuja narrativa confronta as convenções soci-ais e a liberdade individual. A história acompanha a jovem nobre Sílvia, que recusa o destino que lhe é imposto e se vê envolvida numa sucessão de encontros, enganos e provações. Monteiro trabalha a ma-téria popular sem procurar reproduzi-la de forma realista; recorre, antes, a uma encenação assumida-mente artificial, onde a palavra e a composição dos espaços assumem particular importância.
O filme surge numa fase crucial da obra de João César Monteiro, sucedendo a Veredas (1978) – exibido na semana passada. Se em Veredas o realizador partia de lendas, tradições e paisagens portugue-sas, em Silvestre aprofunda esse interesse pelo imaginário popular através de uma construção cine-matográfica mais próxima do conto e da fábula. A literatura, o teatro e a tradição oral tornam-se, assim, matérias para uma linguagem que recusa o naturalismo e evidencia o próprio artifício da representação.
A filmografia de César Monteiro caracteriza-se pela forte relação com a literatura, pela cinefilia e por uma permanente experimentação da linguagem cinematográfica. Depois de Silvestre, realizou À Flor do Mar (1986), o qual será exibido no dia 17 de agosto, e Recordações da Casa Amarela (1989), filme que lhe valeu o Leão de Prata no Festival de Veneza e que marcou uma nova e emblemá-tica fase da sua obra.
As sessões do Lucky Star ocorrem durante o mês de agosto no pequeno auditório do Theatro Circo às segundas-feiras, às 21h30. A entrada custa quatro euros para público geral e dois euros com o cartão quadrilátero. Os sócios do cineclube têm entrada livre, mediante disponibilidade de lugares e reserva antecipada.
O filme surge numa fase crucial da obra de João César Monteiro, sucedendo a Veredas (1978) – exibido na semana passada. Se em Veredas o realizador partia de lendas, tradições e paisagens portugue-sas, em Silvestre aprofunda esse interesse pelo imaginário popular através de uma construção cine-matográfica mais próxima do conto e da fábula. A literatura, o teatro e a tradição oral tornam-se, assim, matérias para uma linguagem que recusa o naturalismo e evidencia o próprio artifício da representação.
A filmografia de César Monteiro caracteriza-se pela forte relação com a literatura, pela cinefilia e por uma permanente experimentação da linguagem cinematográfica. Depois de Silvestre, realizou À Flor do Mar (1986), o qual será exibido no dia 17 de agosto, e Recordações da Casa Amarela (1989), filme que lhe valeu o Leão de Prata no Festival de Veneza e que marcou uma nova e emblemá-tica fase da sua obra.
As sessões do Lucky Star ocorrem durante o mês de agosto no pequeno auditório do Theatro Circo às segundas-feiras, às 21h30. A entrada custa quatro euros para público geral e dois euros com o cartão quadrilátero. Os sócios do cineclube têm entrada livre, mediante disponibilidade de lugares e reserva antecipada.
Até segunda-feira!

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